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PSOL e entidades denunciam abuso policial no Complexo do Alemão Imprimir
Assessoria de Comunicação   
Qua, 02 de maio de 2007 18:00

 O subsecretário geral de Segurança Pública do Rio reuniu-se com representantes de organizações não-governamentais, entre elas a Justiça Global, Observatório de Favelas e Tortura Nunca Mais. Também participaram do encontro o desembargador da Corregedoria Geral Unificada, Gustavo Leite; o ouvidor da Polícia, Luiz Sérgio Wigderowitz; o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), João Tancredo; e o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

O objetivo do encontro foi expor as denúncias de abusos policiais e de uma suposta execução durante a operação policial no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, na última quarta-feira. Na operação, 19 pessoas foram mortas, e pelo menos oito ficaram feridas.

Os representantes das comunidades revelaram preocupação com os efeitos das mega-operações policiais. “Não é possível chegar aos locais de interesse apontados pelo serviço de inteligência sem receber agressão dos bandidos”, respondeu o subsecretário.

“Quando isto acontece, há duas opções: recuar ou enfrentar os criminosos, fazendo valer o dever constitucional do Estado. Este é o papel da polícia. As operações continuarão, mas as supostas irregularidades serão apuradas”, concluiu ele.

Segundo o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), existem denúncias de saques ao comércio e roubos de pertences da comunidade efetuados por policiais. De acordo com ele, uma Kombi de um morador teria sido usada para transportar corpos e, em seguida, incendiada.

Para apurar as denúncias equipes da Ouvidoria reunirão os depoimentos dos moradores e investigarão os supostos abusos cometidos pelos policiais.

Enquanto isso, no conjunto de favelas, uma operação do 16º Batalhão de Polícia Militar (Olaria) resultou em intensa troca de tiros entre policiais e traficantes, na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, zona norte do Rio. A situação agora é de aparente tranqüilidade nas favelas.

Fonte: Último Segundo

 
 
 
 
 
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