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Resolução Política da Juventude P-SOL/DF Imprimir
Juventude P-SOL/DF   
Seg, 07 de novembro de 2005 21:00

O Governo Lula e o PT vêm aprofundando no Brasil o modelo econômico neoliberal iniciado com as reformas conservadoras, nas quais sempre tem ficado clara a preferência pelas elites em detrimento dos trabalhadores.

Além de um modelo econômico que beneficia os banqueiros e aprofunda a lógica do lucro inescrupuloso, o Governo Lula também se envolveu e chefiou um grande esquema de corrupção, tráfico de influência, caixa dois em campanhas eleitorais e pagamento de mesadas a parlamentares em troca de apoio a projetos do governo e do grande capital. O governador Joaquim Roriz (PMDB) repete, no plano local, a mesma lógica de arrocho salarial, ataque aos trabalhadores e corrupção.

Com a amplitude dos acontecimentos na esfera pública e especificamente na esfera da política nacional, se faz necessário o fortalecimento da Juventude e seus mecanismos de luta e intervenção.

Dessa forma, a Juventude P-SOL/DF definiu como resolução política de atuação os termos abaixo:

01. Por uma atuação de esquerda socialista com programa transformador da sociedade, na luta contra o projeto burguês e de direita.

02. Lutar contra o projeto neoliberal, que tem causado mazelas em todo o mundo.

03. Lutar para derrotar o Governo Lula, pois o mesmo vem aprofundando as políticas de cunho neoliberal, dando assim continuidade ao projeto conservador no Brasil.

04. Verbas para a educação, não para a dívida.

05. Apuração de todas as denúncias de corrupção. Prisão e confisco de bens para todos os corruptos e corruptores. Mobilização contra o acordo tramado entre governo Lula e oposição de direita (PSDB-PFL) para não punir os reais culpados.

06. Denunciar a falsa polarização PT X PSDB.

07. Denunciar a politicagem fisiológica que rebaixa as relações políticas, a exemplo do caixa dois em campanhas e a compra de parlamentares.

08. Total repúdio à perseguição e repressão política contra os movimentos sociais.

09. Agir com ética e transparência, inclusive no que diz respeito à estrutura administrativa interna.

10. Evitar que o organismo partidário torne-se máquina burocrática e negocista, mas que seja uma instituição de organização da luta.

11. Construir o P-SOL pela base, fomentando a criação de núcleos.

12. Tornar-se instrumento de consciência política e de organização da Juventude para a luta.

13. Por uma política de juventude plural que envolva vários setores da sociedade e que possa, de forma efetiva, promover a mobilização e a articulação da luta.

14. Implantar um funcionamento radicalmente democrático para a Juventude do P-SOL, onde as decisões e posicionamentos dos dirigentes sejam objeto de deliberação coletiva.

15. Mapear outras organizações de Juventude P-SOL em nível regional.

Internacional

16. Apoiar e participar de atos e políticas contra o imperialismo.

17. Combater políticas econômicas formuladas pelo FMI e Banco Mundial.

18. Combater iniciativas de integração regional que visem apenas os aspectos econômicos, como o projeto hegemonizante da ALCA.

19. Pela retirada das tropas brasileiras do HAITI.

Movimento Estudantil

20. Articular-se com o movimento estudantil, para expressá-lo e apoiá-lo, não para aparelhá-lo, contribuindo para a independência do movimento em relação a governos e partidos.

21. Contra o projeto de Reforma Universitária do Governo Lula, entendendo sua intensa lógica privatista que aprofunda a submissão às imposições do FMI e do Banco Mundial.

22. Por uma grande mobilização do Movimento Estudantil pela democratização das instituições de ensino. Paridade nas Universidades Públicas e eleições diretas para escolha de diretor(a) das escolas de nível fundamental e médio.

23. Contra a Direção majoritária da UNE (PCdoB/UJS e grupos hegemônicos do PT) que promove enorme rebaixamento programático na organização, profundo afastamento da base e grande aproximação dos grupos políticos ligados às denúncias de corrupção.

24. Construção da UNE VERMELHA, oposição de esquerda à Diretoria Majoritária da UNE.

25. Contra a Direção da UBES, com uma atuação que demonstre oposição à forma como esta instituição faz a representação dos estudantes secundaristas.

26. Apoiar a criação de CA´S, DA´S, DCE´S e Grêmios, contribuindo com as chapas que lutam contra governos conservadores e atuam com uma política de esquerda.

27. Fortalecer a luta por uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade em todos os níveis.

28. Priorizar a mobilização através do trabalho conjunto entre secundaristas, universitários e outros setores da juventude.

29. Construir a atuação no Movimento Estudantil pautada na intervenção de esquerda socialista e oposição a grupos políticos conservadores ou que “materializam uma política de direita”.

30. Mobilizar estudantes secundaristas para construir uma grande luta nas escolas públicas do DF, contra a precarização das instituições e contra a corrupção dentro do sistema educacional local, promovidas pelo governo Roriz.

31. Todo o apoio à greve dos professores, servidores e estudantes das Universidades Públicas.

32. Passe Livre para estudantes de todos os níveis, de forma que o acesso e inclusão à educação possam ser ampliados.

33. Lutar pela redução das mensalidades nas instituições de ensino privado, tendo como horizonte a estatização das instituições sob o controle dos trabalhadores e da juventude.

Juventude GLBT

34. Afirmar que a igualdade não suprime a diferença nem a saudável diversidade.

35. Lutar incansavelmente contra a homofobia e todas as formas de discriminação e preconceito por orientação sexual.

36. Pela garantia total aos GLBT’s de direitos civis, humanos e sociais.

37. Apoio à luta pela aprovação da lei que regulamenta a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

38. Atuar e contribuir para a construção de um projeto para a Juventude GLBT do P-SOL.

Juventude Feminina

39. Intensificar o esforço coletivo na luta para garantir a inclusão das mulheres e a discussão de gênero nos espaços institucionais.

40. Apoiar a estruturação de políticas femininas no P-SOL, incluindo cotas nas instâncias de direção partidária.

41. Realizar formação dentro da juventude P-SOL sobre opressão de gênero e buscar continuamente formas de melhorar as relações de gênero dentro da nossa organização.

42. Participar de movimentos sociais e atos que sejam representativos das questões de igualdade de gênero.

43. Contribuir com a organização das mulheres na pressão por condições igualitárias e equânimes.

44. Lutar por leis mais rigorosa contra a opressão de gênero.

45. Atuar e contribuir para a construção de um projeto para a Juventude Feminina do P-SOL.

Juventude Negra

46. Pela igualdade entre negros e brancos, combater qualquer ação que se caracterize como racismo, discriminação ou preconceito.

47. Trabalhar no fomento do debate sobre a questão negra em todos os espaços de atuação da juventude.

48. Atuar e contribuir para a construção de um projeto para a Juventude Negra do P-SOL.

Juventude e Trabalho

49. Realizar debates, no sentido de organizar a juventude sem trabalho.

50. Lutar pelo passe livre para desempregados.

51. Apoiar as lutas pela melhoria das condições de trabalho e apoiar as mobilizações da juventude sem trabalho.

Juventude e Cultura

52. Apoiar expressões culturais da juventude, com destaque para as formas de organização de resistência como o hip hop.

53. Inovar na forma de funcionamento da Juventude P-SOL, apropriando-se de elementos culturais para valorizar a prática política da juventude.

54. Lutar pelo acesso à cultura nas regiões periféricas do Distrito Federal.

 
 
 
 
 
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