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O Governo Lula e o PT vêm aprofundando no Brasil o modelo econômico
neoliberal iniciado com as reformas conservadoras, nas quais sempre tem
ficado clara a preferência pelas elites em detrimento dos trabalhadores.
Além de um modelo econômico que beneficia os banqueiros e aprofunda a
lógica do lucro inescrupuloso, o Governo Lula também se envolveu e
chefiou um grande esquema de corrupção, tráfico de influência, caixa
dois em campanhas eleitorais e pagamento de mesadas a parlamentares em
troca de apoio a projetos do governo e do grande capital. O governador
Joaquim Roriz (PMDB) repete, no plano local, a mesma lógica de arrocho
salarial, ataque aos trabalhadores e corrupção.
Com a amplitude dos acontecimentos na esfera pública e especificamente
na esfera da política nacional, se faz necessário o fortalecimento da
Juventude e seus mecanismos de luta e intervenção.
Dessa forma, a Juventude P-SOL/DF definiu como resolução política de atuação os termos abaixo:
01. Por uma atuação de esquerda socialista com programa
transformador da sociedade, na luta contra o projeto burguês e de
direita.
02. Lutar contra o projeto neoliberal, que tem causado mazelas em todo o mundo.
03. Lutar para derrotar o Governo Lula, pois o mesmo vem aprofundando as
políticas de cunho neoliberal, dando assim continuidade ao projeto
conservador no Brasil.
04. Verbas para a educação, não para a dívida.
05. Apuração de todas as denúncias de corrupção. Prisão e confisco de
bens para todos os corruptos e corruptores. Mobilização contra o acordo
tramado entre governo Lula e oposição de direita (PSDB-PFL) para não
punir os reais culpados.
06. Denunciar a falsa polarização PT X PSDB.
07. Denunciar a politicagem fisiológica que rebaixa as relações
políticas, a exemplo do caixa dois em campanhas e a compra de
parlamentares.
08. Total repúdio à perseguição e repressão política contra os movimentos sociais.
09. Agir com ética e transparência, inclusive no que diz respeito à estrutura administrativa interna.
10. Evitar que o organismo partidário torne-se máquina burocrática e
negocista, mas que seja uma instituição de organização da luta.
11. Construir o P-SOL pela base, fomentando a criação de núcleos.
12. Tornar-se instrumento de consciência política e de organização da Juventude para a luta.
13. Por uma política de juventude plural que envolva vários setores da
sociedade e que possa, de forma efetiva, promover a mobilização e a
articulação da luta.
14. Implantar um funcionamento radicalmente democrático para a Juventude
do P-SOL, onde as decisões e posicionamentos dos dirigentes sejam objeto
de deliberação coletiva.
15. Mapear outras organizações de Juventude P-SOL em nível regional.
Internacional
16. Apoiar e participar de atos e políticas contra o imperialismo.
17. Combater políticas econômicas formuladas pelo FMI e Banco Mundial.
18. Combater iniciativas de integração regional que visem apenas os aspectos econômicos, como o projeto hegemonizante da ALCA.
19. Pela retirada das tropas brasileiras do HAITI.
Movimento Estudantil
20. Articular-se com o movimento estudantil, para expressá-lo e
apoiá-lo, não para aparelhá-lo, contribuindo para a independência do
movimento em relação a governos e partidos.
21. Contra o projeto de Reforma Universitária do Governo Lula,
entendendo sua intensa lógica privatista que aprofunda a submissão às
imposições do FMI e do Banco Mundial.
22. Por uma grande mobilização do Movimento Estudantil pela
democratização das instituições de ensino. Paridade nas Universidades
Públicas e eleições diretas para escolha de diretor(a) das escolas de
nível fundamental e médio.
23. Contra a Direção majoritária da UNE (PCdoB/UJS e grupos hegemônicos
do PT) que promove enorme rebaixamento programático na organização,
profundo afastamento da base e grande aproximação dos grupos políticos
ligados às denúncias de corrupção.
24. Construção da UNE VERMELHA, oposição de esquerda à Diretoria Majoritária da UNE.
25. Contra a Direção da UBES, com uma atuação que demonstre oposição à
forma como esta instituição faz a representação dos estudantes
secundaristas.
26. Apoiar a criação de CA´S, DA´S, DCE´S e Grêmios, contribuindo com as
chapas que lutam contra governos conservadores e atuam com uma política
de esquerda.
27. Fortalecer a luta por uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade em todos os níveis.
28. Priorizar a mobilização através do trabalho conjunto entre secundaristas, universitários e outros setores da juventude.
29. Construir a atuação no Movimento Estudantil pautada na intervenção
de esquerda socialista e oposição a grupos políticos conservadores ou
que “materializam uma política de direita”.
30. Mobilizar estudantes secundaristas para construir uma grande luta
nas escolas públicas do DF, contra a precarização das instituições e
contra a corrupção dentro do sistema educacional local, promovidas pelo
governo Roriz.
31. Todo o apoio à greve dos professores, servidores e estudantes das Universidades Públicas.
32. Passe Livre para estudantes de todos os níveis, de forma que o acesso e inclusão à educação possam ser ampliados.
33. Lutar pela redução das mensalidades nas instituições de ensino
privado, tendo como horizonte a estatização das instituições sob o
controle dos trabalhadores e da juventude.
Juventude GLBT
34. Afirmar que a igualdade não suprime a diferença nem a saudável diversidade.
35. Lutar incansavelmente contra a homofobia e todas as formas de discriminação e preconceito por orientação sexual.
36. Pela garantia total aos GLBT’s de direitos civis, humanos e sociais.
37. Apoio à luta pela aprovação da lei que regulamenta a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
38. Atuar e contribuir para a construção de um projeto para a Juventude GLBT do P-SOL.
Juventude Feminina
39. Intensificar o esforço coletivo na luta para garantir a inclusão das
mulheres e a discussão de gênero nos espaços institucionais.
40. Apoiar a estruturação de políticas femininas no P-SOL, incluindo cotas nas instâncias de direção partidária.
41. Realizar formação dentro da juventude P-SOL sobre opressão de gênero
e buscar continuamente formas de melhorar as relações de gênero dentro
da nossa organização.
42. Participar de movimentos sociais e atos que sejam representativos das questões de igualdade de gênero.
43. Contribuir com a organização das mulheres na pressão por condições igualitárias e equânimes.
44. Lutar por leis mais rigorosa contra a opressão de gênero.
45. Atuar e contribuir para a construção de um projeto para a Juventude Feminina do P-SOL.
Juventude Negra
46. Pela igualdade entre negros e brancos, combater qualquer ação que se caracterize como racismo, discriminação ou preconceito.
47. Trabalhar no fomento do debate sobre a questão negra em todos os espaços de atuação da juventude.
48. Atuar e contribuir para a construção de um projeto para a Juventude Negra do P-SOL.
Juventude e Trabalho
49. Realizar debates, no sentido de organizar a juventude sem trabalho.
50. Lutar pelo passe livre para desempregados.
51. Apoiar as lutas pela melhoria das condições de trabalho e apoiar as mobilizações da juventude sem trabalho.
Juventude e Cultura
52. Apoiar expressões culturais da juventude, com destaque para as formas de organização de resistência como o hip hop.
53. Inovar na forma de funcionamento da Juventude P-SOL, apropriando-se
de elementos culturais para valorizar a prática política da juventude.
54. Lutar pelo acesso à cultura nas regiões periféricas do Distrito Federal.
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