| Marcha a Brasília: Construir espaços de ação comum aos que querem lutar! |
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| Escrito por Bernadete Menezes | |||||||||
| Sex, 30 de Novembro de 2007 00:00 | |||||||||
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Tivemos um ano inteiro com um calendário construído coletivamente com os mais diversos setores e com um objetivo: unir os que querem lutar contra a retirada de direitos da classe trabalhadora e do povo pobre. Encontro em Março, dia de luta em 23 de Maio, Plebiscito em Setembro e culminando com esta Marcha vitoriosa. A Marcha também foi a confraternização entre os que no dia a dia estão construindo a resistência: ocupações das reitorias, chapas de oposição à CUT, greves, luta contra a transposição do Rio São Francisco, nossos aguerridos parlamentares tentando barrar cada projeto contra o povo e desmascarando o governo Lula e este Congresso corrupto. Nós, da Intersindical, só de São Paulo saímos com mais de 20 ônibus, com destaque para Químicos e Metalúrgicos de Campinas, a Previdência e a companheirada de Santos. Mas também era bonito de ver os lutadores da CONLUTAS, os estudantes e os espantalhos levados pelo ANDES-Sindicato, espantando os corvos do Congresso Nacional. O PSOL tinha dois carros de som. Milhares de militantes marcharam com as bandeiras, tanto da Intersindical, como da Conlutas. Do início ao fim da Marcha, viam-se bandeiras tremulando com o Sol do Ziraldo. Os desafios seguem. Não será esta Marcha que derrotará as Reformas da Previdência e Trabalhista, mas ela alertou os poderosos que o povo está se reorganizando. É fundamental que se retome a relação com o MST, porque, se é verdade que existem problemas políticos na ausência deles em nossa Marcha, também é verdade que a postura hegemonista e autoritária do PSTU não ajuda em nada a unidade. Problemas estes que nós, do PSOL, tivemos que enfrentar no final da Marcha, quando o PSTU enrolou como pôde para não ir até a frente do Congresso Nacional, onde deputados são comprados para votar contra nós. Mas, finalmente, tudo se resolveu. A Marcha também serviu para derrubar dois mitos. O primeiro, que o PSOL não esteja inserido nos movimentos. Além de ter sido o maior partido na Marcha, sua composição foi de Sem Terra, funcionários públicos, químicos, metalúrgicos, bancários, estudantes, ativistas e populares sob a bandeira do Partido. O segundo mito é o de que o central seja organizar os movimentos sociais e não o Partido. Esta Marcha não teria existido se não houvesse a atuação consciente e militante de dois partidos, o PSOL e o PSTU, para unificar os que lutam. E isto ficou expresso pela composição da Marcha. Agora, trata-se de impulsionar o debate em amplos setores, buscando construir a luta nos locais de trabalho, de moradia, nas universidades, e de construir a unidade sem sectarismos, vacilação ou auto-proclamação. Estes são os testes cotidianos que se apresentarão para a construção, comum ou não, de uma Nova Central.
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