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Pela quarta vez os servidores das Universidades Brasileiras decidem enfrentar o governo Lula. Dessa vez, a luta principal é para salvar os 45 Hospitais Universitários de Ensino que já sobrevivem em caráter produtivista, através do Sistema Único de Saúde - SUS. Os recursos financeiros oriundos do MEC servem apenas para a folha de pagamento de pessoal do quadro efetivo e os alunos residentes.
O atual governo, mais uma vez seguindo as orientações do Banco Mundial e a política bresseriana, encaminhou no dia 11 de julho de 2007 o Projeto de Lei Complementar 92/2007, que altera o modelo jurídico de gestão dos HU’s, transformando-os em Fundações Estatais de Direito Privado. Essa medida acelera o processo de privatização já em curso nas diversas esferas do serviço público, além de pôr em risco a qualidade do ensino e causar um grande abismo para os atuais servidores do quadro. É nesse contexto que a base da FASUBRA encontra-se em greve desde o dia 28 de maio. A categoria também busca garantir o plano de saúde, pois é a única no serviço público federal que ainda não tem, bem como recursos financeiros para a evolução da carreira que tem o menor piso salarial do país. Os servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN têm a característica de fazer greves radicalizadas e, esse ano, não tem sido diferente. Mesmo porque são quatro HU’s nessa base, dirigida majoritariamente por militantes do PSOL. Várias manifestações ocorreram no período, desde queima de pneus em vias de acesso a trancamento de reitoria e paralisação na maior maternidade-escola do RN. Em nível nacional, temos cumprido um papel importante de pressão junto ao parlamento, ANDIFES e, recentemente, realizamos uma caravana a Brasília, mesmo sabendo que o “freio de mão” seria acionado por parte dos governistas, majoritários na Federação. Apesar dos defensores de Lula, a greve tem sido vitoriosa porque a categoria demonstra muita disposição e força o governo a apresentar propostas que atendam a uma parte da pauta de reivindicações. Além disso, não perdemos de vista o processo de mobilização no Congresso Nacional para barrar o Projeto das Fundações. Foi através de uma iniciativa nossa que a deputada Luciana Genro (PSOL/RS) trabalha na criação de uma Frente Parlamentar contra as fundações de direito privado. Portanto, essa disposição de segmentos do serviço público em se confrontar com o projeto de estado mínimo de Lula e do PT é importante para ganhar outros setores que estão adormecidos pela subserviência e pela traição da CUT e das direções sindicais burocratas.
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