| Pelo fim do Imposto Sindical |
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| Escrito por Mandato - Ivan Valente | |||||||||
| Qua, 17 de Outubro de 2007 21:00 | |||||||||
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Pronuncimentos do Deputado Federal Ivan Valente (PSOL/SP).
Pelo Fim do Imposto Sindical (I) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero, em primeiro lugar, dizer que as centrais sindicais combativas, como a CUT, fundada em 1983, nunca precisaram de reconhecimento para liderar o movimento dos trabalhadores. De modo que a questão central não é de reconhecimento.
Pelo Fim do Imposto Sindical (II) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em primeiro lugar, não estamos tratando do não-reconhecimento das centrais sindicais. As centrais já são reconhecidas e respeitadas pela sua luta. Mas, se quisermos, rigorosamente, tratar do reconhecimento delas, não precisaríamos desse projeto de lei, bastaria mudarmos alguns itens do art. 8º, incisos I e III, da Constituição Federal, e introduzir as expressões: central, confederação e federação. E mais, tratar da autonomia dos sindicatos. Se automaticamente mexermos no art. 8º, introduzindo a expressão central, está resolvido o problema do reconhecimento. Está-se debatendo aqui outra questão, que é rigorosamente confusa. A nossa recente história no movimento sindical brasileiro condenou a “Carta del Lavoro”, o sindicalismo fascista, o atrelamento ao Estado. Pelo contrário, o que norteou a atuação do sindicalismo combativo foi a defesa da liberdade sindical, da autonomia dos sindicatos, com independência do Estado brasileiro. Esse o debate que deveríamos travar aqui hoje, para saudar com festa a liberdade e autonomia sindical e o reconhecimento de centrais sindicais no País. Estamos aqui discutindo como repartir o bolo do imposto sindical para as centrais sindicais, imposto esse duramente condenado, Deputado Vicentinho, durante décadas pela Central Única dos Trabalhadores. Sem dúvida, cria-se um Frankenstein, porque há unicidade e pluralidade. Por isso, fundamos a Central Única dos Trabalhadores — única —, para ser coerente com o processo. Estamos estabelecendo a continuidade da dependência ao Estado, pedindo ao Ministério do Trabalho, ao seu Ministro e ao Estado brasileiro que reconheçam a representatividade das entidades de classe. Quem tem de reconhecer representatividade são os trabalhadores, e não o Ministro ou o Ministério do Trabalho, ou o Estado brasileiro. É disso que os trabalhadores deveriam se orgulhar, Vicentinho. Por isso, instituímos em lei uma base de critérios, tais como filiação de, no mínimo, 100 sindicatos distribuídos em cinco regiões; filiação em pelo menos três regiões do País, no mínimo, 20 sindicatos em cada uma; filiação de, no mínimo, 5 setores de atividades econômicas e, assim por diante. São dez critérios ao todo, mas o tempo é escasso. Sr. Presidente, quero saber quais sindicatos têm relação com a sociedade, que representam sua categoria e têm representatividade. Aí, temos de perguntar aos trabalhadores e não ao Ministério do Trabalho, para acabarmos com o Sindicato de cartório. Não posso acreditar que as centrais sindicais estão topando se constituírem baseadas em sindicatos sem representatividade. Defendemos, portanto, a liberdade, autonomia sindical e o fim do imposto sindical, porque temos de ser coerentes. Não podemos dizer às centrais que somos contra o imposto sindical, mas que faremos a divisão do bolo, entraremos com 10%, ou seja, metade do que ia para o Ministério do Trabalho para financiar as centrais sindicais e dizer que estamos garantindo a independência dos trabalhadores. Estamos garantindo dependência, fortalecendo o cupulismo, a verticalização e como fica a representatividade de base. A organização, com o local de trabalho, está sendo jogada fora.
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