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Rechaçamos as eleições convocadas pelos golpistas! |
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Secretaria de Comunicação
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Ter, 05 de Janeiro de 2010 10:29 |
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Posição oficial do partido aprovada em consulta à Executiva Nacional. Em setembro, o então secretário de Relações Internacionais do PSOL, Pedro Fuentes, e o deputado federal Ivan Valente estiveram em Tegucigalpa prestando solidariedade à luta do povo hondurenho contra o golpe de Estado.
As eleições do dia 29 de novembro em Honduras não têm nenhuma legitimidade. Não podem haver eleições livres e democráticas em um regime gestado num golpe de Estado que tirou do governo o presidente Zelaya, que continua cercado na embaixada do Brasil. Um regime que se mantém no poder graças à repressão, com o exército nas ruas, que já conta com mais de 20 assassinatos políticos, que censura e fecha os meios de comunicação independentes e tem milhares de denúncias pela sua violação de direitos fundamentais. Um golpe que se apóia na minoritária oligarquia hondurenha, que está levando o país a uma crise global da qual não tem saída sem uma Assembléia Constituinte soberana, como defende certeiramente a Frente Nacional de Resistência. Uma parte importante e majoritária dos governos latino-americanos tem assumido a correta postura de não reconhecer o governo nascido destas eleições. Em contrapartida, o governo dos EUA tirou sua máscara de “democrata” ao apoiar estas eleições nascidas do golpe. Tem sua lógica, já que desde o começo os golpistas contaram com a colaboração e participação dos militares yankees e da sua inteligência para desenrolar sua ação. A Frente Nacional de Resistência e o legítimo presidente Zelaya já anunciaram que não irão às urnas e que boicotarão a farsa eleitoral. O PSOL se soma a todos os que rechaçam estas eleições e se solidariza com a Resistência, que exige a restituição incondicional do Presidente Manuel Zelaya Rosales à Presidência de República de Honduras.
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