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Sobre a crise do tráfego aéreo Imprimir
Executiva Nacional   
Qua, 04 de abril de 2007 15:56

Os problemas no controle do espaço aéreo brasileiro vêm sendo denunciados pelos controladores desde 2000 e ganharam dimensão na imprensa de todo o país após o trágico acidente da GOL. A falta de pessoal, o sucateamento dos equipamentos e os salários baixos para o tamanho da responsabilidade dos controladores ficaram explícitos nos últimos meses.

Não só os usuários do sistema sofrem as conseqüências da inoperância governamental. A insegurança se estende a todos os segmentos sociais que acompanham a crise pelo noticiário impresso ou de rádio e televisão, fazendo com que cada um se pergunte sobre fim dessa cadeia de horrores no desmonte da coisa pública, que o governo Luiz Inácio não cessa de promover.

Mas é fundamental registrar que, não fosse pelo movimento dos controladores ninguém saberia dos enormes problemas existentes no tráfego aéreo brasileiro. Neste sentido, ele tem servido como instrumento de defesa e de segurança dos passageiros. A responsabilidade pela crise é do governo, cuja opção política de atendimento prioritário da manutenção dos

privilégios dos grandes banqueiros leva, na outra ponta, à supressão orçamentária de verbas essenciais ao bom cumprimento das tarefas sociais do Estado.

Os controladores suspenderam sua greve tão logo o governo se propôs a abrir negociações, com uma pauta de acordo. Mas não contavam com a traição em tão curto espaço de tempo, diante do recuo covarde do Presidente da República. A "irresponsabilidade" a eles atribuída é na verdade dele próprio. Irresponsabilidade com a segurança dos usuários do transporte aéreo e irresponsabilidade com os sargentos com os quais havia feito um acordo.

Neste sentido, faz-se urgente o cumprimento do acordo, o atendimento das reivindicações, melhoria do equipamento, melhoria salarial, contratação e não punição dos sargentos. Punição, ou demissão merecem os responsáveis pelo alto comando do tráfego aéreo atual – que deixaram que a situação chegasse a este ponto de desmonte e crise – e todos que, na Infraero - através de obras suspeitas de superfaturamento - priorizaram a transformação dos aeroportos em shoping-centers de luxo, ao invés de cuidarem das melhores condições de segurança de pouso e decolagem. De melhores condições de trabalho para os controladores de vôo.

Não aceitamos, ao mesmo tempo, que as aves de rapina do neoliberalismo se apresentem para tentar transformar a crise para levantar bandeiras de privatização, cujos resultados funestos a Nação já conhece pelos exemplos anteriores.

Defendemos o controle do espaço aéreo como estratégico e essencial para o país. Não aceitamos nenhuma proposta de colocar em mãos privadas este serviço. Ele deve continuar sendo estatal e precisa receber investimentos para compra e modernização dos equipamentos, para além de propiciar uma remuneração proporcional ao tamanho da responsabilidade dos controladores.

 

Cumprimento do acordo de sexta-feira que resolveu a crise aguda dos aeroportos!

Apoio às reivindicações dos controladores!

Nenhuma punição aos controladores de vôo!

 
 
 
 
 
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