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Resolução do Diretório Nacional sobre as Eleições 2008 Imprimir
Diretório Nacional   
Ter, 27 de novembro de 2007 11:22

O PSOL participará das eleições de 2008 em um estágio organizativo superior decorrente do vitorioso 1º Congresso Nacional; da campanha eleitoral de 2006; das lutas do povo brasileiro; do trabalho militante de construção do partido no combate aberto e frontal às políticas neoliberais de Lula e seus aliados, bem como, às opções também conservadoras como PSDB, DEM e demais; e do cenário latino-americano.

No entanto, o espaço aberto com o fim do Ciclo PT (enquanto partido de questionamento e transformador da ordem social do capital) e ainda em franca disputa pela esquerda e pela direita, terá nas eleições de 2008 um espaço privilegiado. Para o PSOL a afirmação de uma alternativa política de esquerda nas eleições municipais que se avizinham terá centralidade.

O Diretório Nacional reunido em São Paulo no dia 25 de novembro de 2007 conclama todos os seus militantes para participar ativamente do processo eleitoral de 2008. Os militantes do PSOL deverão se organizar em cada município, em cada bairro, categoria e setorial para discutir com o povo a política do partido (eixos políticos, conjuntura, socialismo e programa) independentemente de candidaturas.

O PSOL pretende ser uma alternativa de poder geral que também atua na institucionalidade enquanto elemento de acumulação de forças, e por isso sua Direção Nacional é sabedora da importância de associar a luta política municipal com a construção de uma política alternativa nacional. Nestes termos compreende que a eleição de 2008 é um momento especial que além de sua própria importância pode impulsionar a luta político-eleitoral de 2010.

O programa do partido, os eixos políticos e as alianças para 2008 serão definidos em março na Conferência Eleitoral conforme deliberado pelo 1º Congresso Nacional. Nossa conferência só será vitoriosa se contagiar o partido no debate programático, nos eixos políticos e nas tarefas organizativas além de ser radicalmente democrática.

Seria errado tentar paralisar a dinâmica política municipal até março de 2008 quando estaremos concluindo nossa conferência. Afinal, a pauta das eleições municipais já está posta na situação nacional. Em muitos estados e municípios o debate partidário já esta se desenvolvendo. As direções partidárias e até congressos estaduais pautaram o tema de como participar das eleições, de como aproveitar a oportunidade que irá se abrir. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o Congresso Estadual aprovou os eixos programáticos e a busca de parceiros que concordassem com os eixos do P-SOL, no caso específico proposto a definição de oposição clara ao PT e PSDB. A partir daí começaram a negociar com o PSTU, PCB e PV, que declarou interesse em apoiar Luciana Genro. Considerando que foi uma movimentação correta, este tema passará pela definição do encontro municipal e será ainda objeto de discussão na Conferência Nacional.

O DN considera que todas as articulações de chapas deverão assegurar uma localização privilegiada no espaço político das alianças para o PSOL (chapa majoritária, coordenação de campanha – programa, finanças e comunicação, por exemplo).

Desde já o DN reconhece a importância do tema das alianças. No entanto, a conferência não poderá reduzir seu debate a este item. Programa, alianças e estratégia eleitoral constituem um triângulo cujos elementos devem entre si ser coerentes e estar diretamente relacionados.

Por isso, o PSOL não se recusará a fazer alianças programáticas e pela esquerda. O não aliancisimo despolitiza, despotencializa a luta popular e tende a levar o partido ao isolamento. Por outro lado, nossas alianças devem ser guiadas por princípios e acordos sólidos, transparentes, éticos, democráticos e assumidamente em defesa dos interesses da classe trabalhadora.

Finalmente, desde já o Diretório Nacional indica que para o pleito de 2008 o PSOL tem excelentes oportunidades em quatro capitais que podem ter incidência decisiva na conjuntura política: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belém. Por isso, nossa intervenção nestas cidades deve ser considerada prioritária pela nossa política eleitoral nacional.

São Paulo, 25 de novembro de 2007

 
 
 
 
 
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