| Outras resoluções do Diretório Nacional |
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| Direção Nacional | |||
| Secretaria de Comunicação | |||
| Seg, 07 de Julho de 2008 20:58 | |||
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Outras resoluções do Diretório Nacional de 29 de junho.
O projeto neoliberal implementado no país pelo governo Lula e no Estado do Pará pela governadora Ana Júlia (PT) tem feito vítimas, principalmente entre os trabalhadores e o povo pobre, a partir dos ataques aos direitos dos trabalhadores e da falta de investimentos no serviço público, sucateando ainda mais os diversos setores das políticas públicas como educação, saúde, etc. Parte dessa política implementada no Estado do Pará levou à morte em menos de uma semana, 20 recém-nascidos na Santa Casa de Misericórdia do Estado do Pará, fundação estadual. Com a publicização desse morticínio, a imprensa tem divulgado que é comum sepultamento de vários recém-nascidos de uma só vez, oriundos da referida instituição de saúde. O PSOL, por meio do seu Diretório Nacional, repudia a política neoliberal que destrói os serviços públicos, e se propõe a fazer uma mobilização ofensiva em defesa dos serviços públicos de qualidade.
2. Moção de homenagem ao centenário de nascimento de Salvador Allende
3. Solidariedade aos palestinos e repúdio aos ataques sionistas e posicionamento contrário as ameaças nucleares de Israel contra o Irã.
O PSOL reitera sua solidariedade militante à luta do povo palestino pela sua libertação do jugo opressor dos Exércitos de Israel contra as populações civis de Cisjordânia e da Faixa de Gaza, e manifesta seu mais veemente repúdio às ameaças do governo do governo de Israel de iniciar ação armada contra o Irã. Este repúdio se fundamenta no fato recentemente divulgado por meio de declarações do ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, quanto a ser Israel a verdadeira ameaça bélica do Oriente Médio, por ser, com suas 156 ogivas, a única potência nuclear da Região.
4. Resolução de apoio ao SIM na Bolívia
O PSOL está do lado das nacionalizações dos recursos naturais feitas por Evo Morales e apóia a nova Constituição Democrática que outorga direitos aos povos indígenas, historicamente submetidos. O PSOL está abertamente contra o movimento seccionista dos Departamentos “Sulistas”, que defendem os interesses das oligarquias e do imperialismo. O PSOL envidará esforços para enviar uma delegação oficial do partido para acompanhar o Referendo e fortalecer o movimento de mudanças sociais implementadas na Bolívia.
O Diretório Nacional delibera por constituir uma Comissão Política para preparar a intervenção partidária no Fórum Social Mundial, que se realizará em janeiro em Belém do Pará. O eixo central será a defesa da Amazônia, articulando com os movimentos sociais e organizações políticas da Pan-Amazônia. Além dos membros a serem designados pela Executiva, fazem parte da Comissão: José Corrêa, Luis Arnaldo, Osmarino Amâncio e Edmilson Rodrigues. Dentre as atividades que devem ser organizadas cabe a Comissão discutir a realização de um Seminário sobre a Amazônia promovido pelo partido, como atividade preparatória ao FSM.
Esse processo de criminalização tem se expressado, dentre outros casos, na violência das polícias militares em todo o país na repressão às ocupações e aos atos das jornadas de luta, como no caso da Brigada Militar do Rio Grande do Sul; nas medidas judiciais, como a tentativa de membros do Ministério Público gaúcho de propor a dissolução do MST ou as diversas ações civis e criminais movidas contra os membros desses movimentos, como é o caso da ação da Vale contra João Pedro Stédile. Não pode ser esquecida ainda a violência que se dá através da cobertura tendenciosa da grande mídia burguesa que reforça essa estratégia de criminalização. Ao lado dessa ofensiva contra os sem-terra, estão as multas contra os sindicatos que organizam greves, as demissões de ativistas, tentativas de acabar com o direito de greve do setor público, tentativas de impedir passeatas e assembléias em locais públicos. Repudiar tais ataques significa para o PSOL não só a defesa das liberdades democráticas de expressão e de organização da classe trabalhadora, mas fundamentalmente a manifestação de nosso apoio e solidariedade a todos quantos em nosso país que lutam – como o PSOL – pela reforma agrária, na perspectiva da construção de uma sociedade, que seja, a um só tempo, radicalmente democrática, socialmente justa e igualitária, cultural e etnicamente diversa, ecologicamente sustentável. Portanto, orientamos que os militantes do PSOL nos estados organizem e participem de atividades que aglutinem as militâncias dos movimentos sociais e das diversas organizações que são solidárias ao MST. Faz-se necessário, para além de uma posição clara em defesa do Movimento Sem Terra, da democracia e da liberdade, constituir ações que aglutinem força social contra esse processo de criminalização dos movimentos e de suas formas de luta. Orientamos também para que as campanhas eleitorais do PSOL e a de seus candidatos a tomar essa questão como um tema de grande relevância.
Saudamos em especial a combatividade e independência em relação aos governos que têm sido a base da atuação do MTST, seja na recente jornada nacional de lutas por moradia, seja nas diversas ocupações deste legitimo movimento social brasileiro.
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