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Chefe da Força Tarefa de Combate a Acinetobacter admite que divulgação da endemia auxiliou no combate à infecção, mas Prefeitura continua sonegando informações Imprimir
Assessoria de Comunicação   
Seg, 07 de abril de 2008 16:48

A audiência da deputada Luciana Genro (PSOL-RS) com o Prefeito, José Fogaça, discutiu as propostas levadas pela deputada ao governo para enfrentar o surto de infecção hospitalar por Acinetobacter em Porto Alegre. Luciana cobrou da Prefeitura uma ação mais eficaz e pediu informação sobre quantas pessoas morreram infectadas e quais as instituições de saúde da cidade que apresentam focos da bactéria. O Prefeito negou-se a fornecer tais informações. A Chefe da Força Tarefa de Combate à Acinetobacter. Anelise Breier disse, "como funcionária do quadro do Município, quero manifestar que a divulgação do problema através da imprensa esta semana auxiliou-nos na mobilização das equipes. O alerta público ajudou em nosso trabalho de convencimento dos especialistas em pronto atendimento sobre a gravidade da infecção para a saúde pública e comunitária". Foi Luciana quem trouxe à público o problema ao realizar reuniões com a direção do Pronto Socorro e do GHC.

No documento entregue por Luciana ao Prefeito, a deputada sugere, entre outras propostas, um convenio emergencial para criação do Pronto Socorro da Zona Sul, com o objetivo de desafogar o Pronto Socorro Municipal que está com a UTI de trauma interditada devido ao surto bacteriano. Assim seria possível a viabilização de novos leitos em UTIs em hospitais que não tenham sido atingidos pela bactéria mortal. "A Prefeitura precisa ser diretiva nas soluções e exercer com mais rigor e determinação sua função de gestora dos serviços de saúde da cidade. Ao mesmo tempo, prestar serviço de utilidade pública à população, com orientações sobre os hospitais infectados e indicando para onde dirigir-se em caso de acidente traumático", salientou a deputada.

Leia abaixo o documento entregue pela Deputada ao Prefeito.

Mais informações pelo site www.lucianagenro.com.br ou com Carla Ferreira pelo (51) 9933-7947.


Propostas emergenciais para enfrentar a crise na saúde


- Informar a real situação dos 15 hospitais afetados.

- Informar a situação dos pacientes infectados.

- Informar quantas pessoas morreram em decorrência da ação agravante da bactéria.

- Reconhecer a situação crítica das UTIs.

- Abrir vagas nas UTIs de todos os hospitais da cidade

- Contratação de médicos e funcionários. No Pronto Socorro faltam 80 médicos e 100 funcionários, segundo seu Diretor Presidente Dr. Paulo Azambuja, que em reunião conosco na segunda - feira passada chegou a fazer um pedido de socorro.

- Gestores dos hospitais devem prestar informações claras aos que trabalham ou transitam nos hospitais.

- A Prefeitura deve fiscalizar o cumprimento rigoroso das normas de higiene e limpeza dos hospitais.


Para desafogar o Pronto Socorro emergencialmente:


- Convênio com o Hospital Parque Belém para funcionar como pronto-socorro na Zona Sul.

- Tal unidade poderia atender 300 pessoas por dia na emergência, com leitos de internação para 300 pacientes/mês.

- A execução orçamentária do Pronto Socorro está atrasada.

- A prefeitura deve pagar imediatamente R$ 7 milhões do primeiro trimestre.

- Lembramos que R$ 4,5 milhões não foram pagos em 2007.

- Lembramos também que a prefeitura teve superávit de RS 35, 5 milhões.

- Cobrança imediata e enérgica do governo federal para liberar todas as emendas parlamentares que sejam destinadas para os hospitais públicos de Porto Alegre.

- Minha emenda de R$ 500 mil reais para equipamentos do HPS não foi liberada até o momento, quando é evidente sua urgência e necessidade.

- Cobrança imediata do cumprimento da emenda constitucional 29, reestabelecendo 6 bilhões anuais do orçamento, cortados em janeiro pelo governo Lula.


Deputada Luciana Genro – líder do PSOL na Câmara dos Deputados

(Porto Alegre, 3 de abril de 2008)

 
 
 
 
 
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