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Um depoimento contra a corrupção PDF Imprimir E-mail
Chico Alencar
Qui, 09 de Abril de 2009 20:14

O depoimento do delegado federal Protógenes Queiroz nesta quarta-feira (8) na CPI da escuta telefônica expôs a parcialidade do presidente da comissão, o também delegado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), contra a qual Chico Alencar se insurgiu. Além de exigir tratamento respeitoso para Queiroz, cobrou a marcação de uma data para o depoimento do banqueiro Daniel Dantas, que chegou a ser preso na Operação Satiagraha.

Responsável pela marcação da data, o relator Nelson Pellegrino (PT-BA), disse estar

avaliando a necessidade de um novo depoimento, uma vez que Dantas já esteve na comissão. Chico contestou a resposta e Pellegrino afirmou que ele “chegou agora na comissão”, o que levou Chico a afirmar: “Cheguei aqui agora, mas não cheguei agora na vida”.

Outros deputados defenderam um novo depoimento de Dantas, entre eles Ivan Valente (PSOL-SP). Integrantes do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), do PSOL, profissionais liberais, entre outros simpatizantes de Protógenes acompanharam o depoimento, muitos com camisetas onde se lia: “Protógenes contra corrupção”.

Em seu depoimento Protógenes afirmou que “Todas as interceptações telefônicas foram com autorização judicial e fiscalização diuturna do Ministério Público Federal. O grande volume de dados que se tem é de uma operação que não tem escuta clandestina. Nas duas investigações se tentou buscar e ver se identificava escuta clandestinas, o que não aconteceu”. Protógenes afirmou ainda que o compartilhamento de informações com a Abin foi dentro da legalidade. Negou também ter vazado informações para a imprensa.

Fusão de teles - Ele disse ser “de conhecimento público” que o banqueiro Daniel Dantas, preso na Satiagraha, teve interesses atendidos na fusão das teles Brasil Telecom e Oi, realizada no ano passado. Afirmou que dentro da Satiagraha notou-se atos relativos a este tema, mas se recusou a detalhá-los.

Disse ainda que Daniel Dantas teria interesse em obras importantes do governo, como a transposição do Rio São Francisco. Afirmou também que o banqueiro teria mais terras no subsolo brasileiro do que a mineradora Vale do Rio Doce.

 
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